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É claro que alguém já deve ter dito que uma empresa é a expressão do comportamento e do desempenho de seus funcionários. Nada mais natural, levando-se em conta o número quase infinito de definições e estudos que já deve ter sido escrito a respeito do tema. Eu mesmo, por exemplo, ao longo desses tantos anos de trabalho, já devo ter lido e ouvido essa máxima pelo menos uma centena de milhares de vezes.
Talvez (guardando os exageros de sempre e de praxe), não nessa disposição, quantidade e ordem, lógico, mas o bastante para chegar à conclusão de que ‘atitude’, simplesmente, é a tradução mais precisa dessa expressão que envolve o comportamento humano.
Sim, atitude mesmo, no singular e morfologicamente falando, na medida em que designa qualidade, sentimento e ação, bem como na acepção mais completa da palavra, disposta em qualquer dicionário como postura, reação ou manifestação de um propósito ou intento.
Entretanto, quando dizemos ‘simplesmente’, necessariamente não estamos querendo dizer que tudo seja assim tão fácil. Prova disso é aquela tão difundida e antiga pergunta que sempre volta a ser feita quando o assunto envolve motivação, impulso e vontade: O que faz com um indivíduo comporte-se desta ou daquela maneira? – Quais são seus verdadeiros motivos?
Evidentemente, todo comportamento tem uma causa determinada, assim como toda ação que requer uma reação possui seus antecedentes determinantes. Pois é justamente essa busca (desses elementos determinantes ou motivadores) que vem quebrando a cabeça de muitos gerentes de empresas e queimando as pestanas de muitos pesquisadores de mercado.
Considerando ainda que uma atitude seja a concepção hipotética de manifestações de atos ostensivos do ser humano, diante de certa probabilidade de ocorrências, o comportamento deve implicar numa atividade, que é a parte visível de todo esse processo.
Portanto, contradizendo um antigo fundamento, que conferia à atividade uma função meramente operacional, pode-se afirmar que, em termos gerais, as atividades (resultante das atitudes) representam as convicções dominantes, as ideias e os valores, em torno dos quais se constrói e mantém a boa imagem de um individuo. E que, em termos de comunicação empresarial, vem a ser a feição da máxima desenvolvida neste comentário.
Concluindo, os indivíduos como funcionários são as partes visíveis das atitudes, das políticas, das filosofias e dos valores das empresas como um todo. Afinal, sem eles, os funcionários – homens e mulheres, graduados ou não, diretores, gerentes, administradores (e até colaboradores) – as empresas consistiriam apenas num aglomerado de edifícios, maquinários, escritórios, bens amorfos, inanimados e sem nenhuma expressão.
Finalmente, numa sequencia absolutamente lógica, as coisas só acontecem através de pessoas, e isso é ponto pacífico, acima de qualquer questão.
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