Assim mesmo, com ‘c’ de numeração cardinal, que no dicionário ou na aritmética têm significados iguais: conjuntos equivalentes a um conjunto de uma centena de membros. Nesse caso, colunas escritas e publicadas com exclusividade para a versão online do semanário Jornal Cinform, em Aracaju, Sergipe. Viva!
Vez por outra ouço pessoas dizerem que gostariam de ter vivido em tempos passados, com trajes de veludos bordados, cabelos encaracolados e mil e um rococós no dia a dia. Tô fora! Quando penso que na Idade Média não havia pasta dental, sabonete, desodorante, absorvente, etc.. recorro à carioca Narcisa Tamborindeguy e solto um: ‘Ai, que loucura!’
Embrulha-me o estômago só em pensar no mau cheiro causado pela falta de banho! Sim, na Europa na Idade Média, os banhos aconteciam apenas uma vez ao ano, no mês de maio, início do verão. Daí o mês consagrado aos casamentos, pois os casais de noivos e seus familiares estavam limpos! Limpos?!
Os banhos eram tomados em uma única tina de madeira e sem troca de água. A honra do primeiro banho com água limpa era do chefe da família. Seguiam-se os demais homens, as mulheres e as crianças, por ordem de idade. Os bebês eram os últimos a serem banhados. Nessa hora a água estava tão suja que era possível até, perder um bebê lá dentro!
Os lacaios viviam abanando os seus superiores não pelo calor, mas para aliviar o cheiro de suor, do mau hálito e por aí vai. Nem eles próprios se aguentavam sem os tais servos que faziam circular o ar e amenizar os odores. Pensar que, na primeira luz do dia os excrementos eram jogados pelas janelas das residências!
Entre tantos avanços que nos proporcionam conforto e bem estar, eu quero é estar na plêiade do viver na era do conhecimento e da informação em tempo real. Nada de botar o bloco na rua dos séculos passados e sim, num clique, ser lida no mais recôndito e distante recanto desse mundo de meu Deus. Viva o tempo presente e os que me lêem mundo afora! Viva!