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Um dos eixos do marketing do governo federal é constituído pela ideia obsessiva de que o Brasil é hoje uma grande nação e tem o respeito do mundo inteiro como nunca-antes-na-história-deste-país. Como de costume no discurso lulo-petista, trata-se de mais uma batatada.
O desempenho do atual governo no cenário internacional é vexatório, mas não somente porque se aliou a, praticamente, todos os facínoras da política internacional, entre os quais: Fidel Castro, Hugo Chávez, Mahmoud Ahmadinejah, Muammar Kadhafi e Omar al Bashir. O nosso governo também vive de apoiar os pleitos das ditaduras árabes, dos regimes genocidas, dos grupos terroristas palestinos, dos narco-guerilheiros e por aí vai.
Outra manifestação da nossa impotência se expressa numa série de derrotas eleitorais quando concorremos a alguma vaga em instâncias multilaterais. Fomos derrotados na eleição para a secretaria geral da Unesco, deixando de apoiar um brasileiro para defender um queimador de livros do Egito; não conseguimos eleger a ministra Ellen Grace (STF) como juíza da Organização Mundial do Comércio (OMC); perdemos a indicação do embaixador Luis Felipe de Seixas Correa para Diretor da OMC, com o vexame de ter o Panamá como único voto entre os latino-americanos; fracassamos quando quisemos indicar o petralha Ricardo Berzoini para a direção da Organização Internacional do Trabalho (OIT); derrapamos também na tentativa de emplacar João Sayad para a diretoria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); tivemos uma participação patética na famosa Rodada de Doha, com o Apedeuta acreditando (Valei-me Cristo!), como sempre, que o que faltava era "olho no olho". Finalmente, para não nos alongarmos, com o apoio aos delírios dos aiatolás atômicos não precisamos falar, nem tão cedo, sobre a tão sonhada vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Sairemos dessa, apenas, como idiotas úteis.
O lugar ocupado pelo nosso país nos rankings internacionais, das mais variadas espécies, também não é de deixar ninguém orgulhoso. Vejamos alguns Índices. Competitividade, 61º. Corrupção, 80º. Desenvolvimento Humano, 75º. Liberdade Econômica, 101º. Igualdade entre os sexos, 74º.
Atentemos, no entanto, para o fenômeno que melhor simboliza a nossa distância das grandes nações, a nossa situação educacional. Entre os 57 países convidados para participar das avaliações frequentes da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil fica sempre entre os cinco últimos. Podemos dizer mais sobre esse nosso "calcanhar de Aquiles" com base em pesquisas locais, como aquela que afirma que apenas 25% da população brasileira é plenamente alfabetizada. É isso mesmo. Apenas 25% da população brasileira é capaz de ler e entender um texto simples como este. Alguém já ouviu falar em uma grande potência nacional composta de uma maioria analfabeta?
Portanto, é apenas uma boçalidade, induzida pelo arrogância da incultura, acreditar em uma potência que nunca ganhou um Prêmio Nobel, que não tem sequer uma universidade na lista das 50 melhores do mundo, que patenteia menos invenções do que muitas empresas multinacionais, que apresenta uma taxa de universitários menor do que vizinhos mais pobres e que acredita que cotas disso e daquilo outro melhorarão nosso desempenho.
É uma pena, mas o Brasil continua sendo somente uma promessa de nação, embora já seja um grande mercado, com quase 200 milhões de consumidores e um time respeitável de grandes empresários, entre os quais aqueles vinculados ao agronegócio e os que atuam na área da mineração. Empreendedores que se tornaram grandes, apesar da carga tributária, da falta de infraestrutura, de mão-de-obra desqualificada, da burocracia cotidiana, da insegurança jurídica, do intervencionismo estatal e muito mais.
O fato de termos um embromador na presidência da república com altíssimo índice de popularidade também pode ser um sinal do que queremos ou do que alcançamos como nação. Não esqueçamos que nunca-antes-na-história-deste-planetinha um pateta arrogante e uma corja de xeleléus lideraram a transformação de um grande mercado numa grande nação.
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