De acordo com o estudo “Ranking dos Estados no Controle de Armas”, que está sendo desenvolvido pela organização Viva Rio, Sergipe, Rondônia e Amapá não apresentam nenhum tipo de controle de armamentos e munição. O Distrito Federal e os estados do Rio de Janeiro e São Paulo são os que mais têm se empenhado no controle de armas no País. O levantamento é inédito e leva em conta um universo de 238 mil armas apreendidas no país durante os últimos dez anos
O estudo foi realizado com o apoio do Ministério da Justiça e com recursos do Pronasci. O trabalho revela os tipos de armas apreendidas, os locais e circunstâncias das apreensões, as informações recolhidas sobre elas, a quantidade e especificação do armamento recolhido durante as campanhas de desarmamento voluntário e o número de armas recadastradas na atual campanha.
Este é o primeiro estudo do desempenho do poder público nessa área após a aprovação do Estatuto do Desarmamento. O presidente da ONG Viva Rio e coordenador do projeto, Antônio Rangel, afirmou que este relatório preliminar quer pressionar os estados que pouco têm feito para aperfeiçoar o controle de armamento. Mesmo os primeiros colocados no ranking, segundo Rangel, estão muito longe dos padrões internacionais.
Para Antônio Rangel, o descaso existente nos estados demonstra que é preciso mudar a mentalidade do brasileiro de que arma é um objeto qualquer ou que representa mais segurança.
FALTA DE FISCALIZAÇÃO
De acordo com o presidente da Viva Rio, há três fornecedores principais de armas para o crime organizado: lojas de armamentos, empresas de segurança privada e a própria polícia. Nos três casos, Antônio Rangel destacou que a falta de fiscalização adequada é a responsável pelo desvio dos armamentos.
"Você vai a feiras populares e encontra batata, feijão, pólvora e arma sendo vendidos. E, se você não a encontra, é só pedir ao feirante que ele traz uma arma em cinco minutos", exemplificou Rangel. "É esse descontrole que faz com que quem queira praticar um crime tenha a maior facilidade do mundo no Brasil para adquirir arma e munição. É isso que tem que acabar porque essa facilidade é que torna o delito no Brasil mortal", complementa.
O trabalho seguirá até fevereiro de 2010, quando será apresentado o resultado final do levantamento. As informações são da Agência Câmara. |