Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas – FGV - revela que a percepção a respeito da segurança melhorou sensivelmente nas regiões atendidas pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - Pronasci. Em Rio Branco (AC), 61,90% dos moradores da Zona de Atendimento Prioritário - ZAP 5 -, onde o Território de Paz foi implementado, acreditam que as ações já reduziram a violência.
A pesquisa foi realizada em sete Territórios de Paz instalados no país, projeto que reúne em uma comunidade até 30 ações de prevenção e enfrentamento à violência do Pronasci. A população ouvida anseia por uma participação mais ativa por parte do governo federal na melhoria da segurança e, em média, 84,15% acreditam que o Pronasci é o caminho para se atingir este objetivo.
Apesar de os trabalhos estarem em fase inicial em três das sete regiões, as expectativas em relação ao programa são positivas. Em média, 84,15% dos moradores das comunidades que contam com os Territórios de Paz acreditam que as ações do Pronasci serão capazes de melhorar a situação de segurança em suas comunidades.
O ZAP 5 foi a terceira região do país a receber o Território de Paz, em dezembro de 2008. Na comunidade, a expectativa com relação ao futuro do Programa é positiva: 80,95% disseram que as ações serão capazes de melhorar a situação da segurança.
Amostra
Esta é a segunda avaliação do Programa nos Territórios de Paz. A primeira foi realizada em março deste ano, também pela FGV, que firmou parceria com o Ministério da Justiça para o Sistema de Monitoramento e Avaliação das Ações do Pronasci - Simap.
Este estudo mais recente foi feito entre junho e julho deste ano e ouviu 2.850 chefes de domicílio, sendo 450 no Rio de Janeiro (15,8% do total), 301 em Recife (10,53% do total), 390 em Rio Branco (13,7% do total) e 400 no Distrito Federal (14% do total). Foram incluídas três novas regiões: Vitória com 400 entrevistados (14% do total), 400 pessoas em Porto Alegre (14% do total) e 450 em Maceió (15,8% do total).
Profissionais
Também foi realizada a segunda pesquisa de opinião com os profissionais de segurança pública a respeito de seu cotidiano e do Pronasci. Foram entrevistados 55.533 profissionais distribuídos por todas as unidades da federação. Dentre as questões levantadas, destaca-se a avaliação a respeito da segurança pública em sua área de atuação: 56,31% dos entrevistados a consideram como tensa e com enfrentamentos ocasionais; 24,5% a definem como dentro dos limites normais e tranquila; e 16,15% a veem como crítica e de difícil contenção da ordem (3,03% não responderam a nenhuma das alternativas possíveis).
A pesquisa também revela a opinião dos profissionais a respeito do policiamento comunitário. Do total dos entrevistados, 50,14% consideram uma ótima alternativa de estratégia das polícias, pois interage com a comunidade. Já 36,05% não entendem como possível o policiamento comunitário ser executado em regiões com forte presença do tráfico de drogas. Somente 7,16% afirmaram que essa estratégia diminui a autoridade da polícia, podendo ter algum efeito paliativo (6,64% não responderam à pergunta).
O Pronasci é visto como uma ação que impactará muito fortemente as políticas de segurança e cidadania por 65,71% dos entrevistados, ao passo que 32,14% consideram o programa como de impacto moderado e somente 2,15% afirmam ter quase nenhum impacto.
O efeito do Programa em relação à autoestima do profissional de segurança também pode ser observado na pesquisa. Dos entrevistados, 75,33% consideram o Pronasci muito relevante para o crescimento profissional e para a autoestima do profissional da área; 20,70% afirmam ser razoavelmente relevante; 2,49% o consideram pouco relevante; e 0,64% sem relevância alguma (0,84% não responderam).
A valorização do profissional de segurança também é outro ponto de destaque na pesquisa. Para 61,56%, o profissional de segurança será muito valorizado com o programa; 31,55% entendem que o profissional será razoavelmente valorizado e 5,71% pouco valorizado (1,18% não responderam). Como exemplo, pode-se destacar a avaliação do programa Bolsa-Formação, uma das principais ações do Pronasci, que é considerado extremamente positivo, sendo avaliado com nota média de 9,3 (em uma escala de zero a dez).
Fonte: Ministério da Justiça |