O provável palco para a final da Copa do Mundo de 2014, o Maracanã, ainda não tem uma projeto definitivo para ser apresentado a Fifa e ao Comitê Organizador Local – COL. O Rio de Janeiro foi a única dentre as 12 cidades- sedes que não apresentou um projeto básico de reforma para o local dos jogos.
Logo após o anúncio das cidades sedes, um projeto conceitual para o Maracanã, elaborado pelo escritório de arquitetura Castro Mello, chegou a ser apresentado à imprensa e organizadores. Tal projeto, considerado um estudo preliminar, foi rejeitado. O custeio das obras sofreu mudanças. O governo fluminense não deveria despender nenhum recurso para a reforma, pois estava confiante na criação de uma Parceria Público-Privada – PPP –, mas acabou desistindo do negócio porque a parte privada não ofereceu nenhum fundo garantidor para socorrer o consórcio em caso de falta de verbas e pagamento de multas por atrasos. Estima-se agora que o Governo do Rio invista cerca de R$ 400 milhões para a reforma do estádio.
Outro problema é como a obra será conduzida. O Maracanã é tombado, o que limita alterações radicais em sua fachada e estrutura. O governo diz que as mudanças serão para adequação às regras da Fifa, numa espécie de modernização do estádio. A Fifa e o comitê organizador discordam e falam que as obras não podem se limitar a mera maquiagem.
O Comitê garante que até o momento todas as reformas e construções previstas estão dentro do cronograma, mesmo com o atraso na apresentação do projeto carioca. As cobranças só devem começar a partir de março de 2010, data marcada para o início oficial das obras.
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