Os mexicanos da 13


Efeito borboleta gastrô é aquele onde uma canetada de Trumph lá nos EUA faz surgir um restaurante tex-mex na 13 de Julho

Dando um Google essa semana, li na aba notícias uma história que me chamou a atenção. Ela versava sobre o destino dos mexicanos Carlos Aguilar, José Castilho (leia-se Rrrrôsssé) e Javier Delgado que passeavam despretensiosamente na fronteira do México com os Estados Unidos quando um oficial americano de imigração os abordou com a seguinte sugestão: Guys, Aracaju has only one Mexican restaurant near Santa Maria Airport, because you – who cook as well as I can see in those kettles that you carry as if you were going to cross illegally somewhere. The food is very good. Bet on it. Now, change those ridiculous names. (traduzindo para o bom portuga Tejo: rapazes, Aracaju só tem um restaurante mexicano lá perto do Aeroporto Santa Maria, por que vocês – que cozinham tão bem como vejo nessas marmitas que vocês carregam como se fossem atravessar ilegalmente pra algum lugar. A comida é muito boa. Apostem nisso. Agora, troquem esses nomes ridículos).  O oficial esqueceu do La Buena Onda, na Aruana, e dos food trucks de comida mexicana na cidade.

Calavera: um dos mex-aju tá ali

Mas aí eis que, coincidentemente, passando pela 13 de Julho essa semana, mais precisamente pela Rua Dr Osório Ramos, no trecho que liga o Divino a Pandoro, avisto dentro da Dom Tom um movimento sexy do Bragboys com essa dança que é uma bomba. Uma caverinha, umas coisas coloridas, umas pimentas… peraí, seriam Carlos, José e Javier? Não poderia ser. E não era. Eram três aracajuanos com um sotaque latino desgraçado que haviam empreendido para abrir um mexicano na 13 de Julho. Seus nomes? Fábio Neves, Felipe Evangelista e Luciano Maynard.

Nachos de frango

Todos tem esse bigodão mexicano aqui? “¿Por qué tantas preguntas, vamos comer tacos?” convidou o atento gerente do lugar, que também tinha um sotaque diferente demais pra quem se disse natural do Rio Grande do Sul. Adriano Ferreira, o ‘gaúcho’, devidamente vestindo sua camisa da seleção mexicana de 1986, nos convidou à uma mesa e sugeriu os Nachos cobertos com frango, cheddar, vem guacamole ‘frijoles’ e salsa picante. R$ 31, era comida pra mim e pra Carlos, José e Javier caso por ali estivessem. Na dúvida, convidei os sócios do Calavera pra ficar de papo. Comemos, rimos muito, tudo em espanhol pra – segundo eles – não sair do clima.

Pedro Morales, da Calango Beer, também estava por lá ‘instalando’ as cervejas especiais da Blondine’s no Calavera e – acreditem – ele também falava espanhol com extraordinária fluência. Juntou-se a mesa e o ‘muchacha’ começou a rolar pra lá e o ‘ariba’ pra cá e só se fez silêncio quando chegou o burito de carne, uma tortilla de trigo tostada, recheada com carne, muçarela, frijolles refeitos e cheddar. Vinha acompanhada de guacamole, sour cream e pico de galo. R$ 38,

El Calavera tiene buena comida, vale la visita e é uma nova opção de comida mexicana na cidade.

Burrito de carne
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