Antigos, sim! Velhos, não!


Opalas: xodós da galera

Amigos se reúnem para compartilhar uma paixão em comum: o antigomobilismo

Sabe aquela música que diz “panela velha é que faz comida boa”? Ora, se adaptarmos, é possível dizer que “carro velho é que faz estrada boa”, certo? Errado em partes, amigos. A verdade é que, aqui, não se trata de velho, mas de antigo. Quanto a estrada, relaxe e curta a viagem: o Clube de Veículos Antigos de Sergipe será nosso guia.
E, já que o assunto é carro, quem vai na direção é Fred Dantas, um dos integrantes da recém eleita nova diretoria do Clube. “O movimento do antigomobilismo é anterior a isso tudo, começou lá na década de 1990. Mas o nosso cl ube, os Amigos do Farol, começou de forma informal em 2011, quando as pessoas se reuniam no farol da Farolândia. Era esporádico, ocorria ocasionalmente. Depois o grupo começou a crescer. E aí passamos a nos organizar melhor”, relembra Fred.

Passat e Gol: VW presente

E a coisa é séria mesmo, uma vez que já são quase 100 veículos e proprietários participantes do Clube. “Desses, cerca de 40, 45 participam com mais frequência, contribuem para o clube, já que não temos fins lucrativos, inclusive, nos nossos eventos, cobramos a entrada de um quilo de alimento, justamente para doarmos”, explica o antigomobilista.


TODO MÊS
Mas se o leitor ainda não se deparou com essas relíquias sobre rodas, como é que ele pode fazer para conhecer de perto o mundo do antigomobilismo sergipano? “Todo primeiro sábado de cada mês nós nos reunimos. Este ano já tivemos evento no Prodigy, na Barra dos Coqueiros, e neste final de semana estamos na Orla de Atalaia, na nossa 38ª edição do enc ontro. E assim será também no primeiro sábado de agosto, todos estão convidados”, diz Fred.

E que tal esse Fiat 147 super conservado?

Vale destacar que o Clube de Veículos Antigos de Sergipe – Amigos do Farol – que funciona neste formato desde 2015, é filiado a Federação Brasileira de Antigomobilismo desde o ano passado. “Aí passamos a ter algumas regras. Carros com no mínimo 30 anos, pelo menos 80% de originalidade, principalmente na questão estética. Com isso é possível realizar o sonho de todo antigomobilista, quem é a certificação de originalidade, ganhando a placa preta”. E Sergipe, através do clube, já possui algum veículo com placa preta? “Já sim, temos um Chevette e um Opala Caravan”.
Passeando entre os carros antigos, a reportagem fez uma viagem no tempo. Mas vale ressaltar: todos os veículos presentes, de diversas marcas, são tão bem conservados que superam muito carro novo por aí em termos de qualidade. E mais: eles rodam pra valer. “Nós participamos de dive rsos encontros pelo Nordeste. E vamos rodando mesmo. Tem gente que gosta de levar de caminhão-cegonha, mas nós sempre priorizamos a ida aos eventos com o veículo rodando. Essa é nossa alegria”, finaliza Fred.

Carlos Armando: paixão pelo Fusca

Um garoto e sua paixão
Jovens gostam vídeo game, baladas, tecnologia de ponta. Tudo dentro de um esquema mais ou menos previsível, né isso? Mas Carlos Armando, 16 anos, tem uma outra paixão: carro antigo. E ele ainda é mais preciso: Fusca. Tanto é que seu xodó é um Fusca 1996, o último ano em que a Volkswagen o fabricou. “Já me ofereceram R$ 30 mil por ele, mas não vendo de jeito nenhum”. Carlos tem outro Fusca, mais antigo ainda, e um Dodge. E, para completar, uma coleção de miniaturas que incluem, entre outros, cerca de 300 Hot Wheels e, claro, muitos Fuscas. “Nessa coleção tem mais uns R$ 30 mil. Mas eu não vendo de jeito nenhum”. Mas tem um detalhe: Carlos Armando tem só 16 anos, não tem nem CNH. E como faz? “A famí lia cuida dessa parte”. E ele segue curtindo sua paixão, ainda que não possa estar atrás do volante, sem nenhum problema.

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