Obras paralisadas de maternidade provocam superlotação


Obras da Maternidade do 17 de Março não tem previsão para recomeçar

Superlotação do sistema ameaça gestantes de alto risco

“A demora é sempre muito longa e de vez em quando falta leito para as grávidas e para as mães que trazem seus bebês para cá, apesar de não podermos reclamar da boa vontade dos funcionários”, relata a dona de casa Mariana Alves, 25, internada na maternidade Santa Izabel, e que deve ter seu segundo filho em 15 dias.

Essa declaração demonstra a condição das maternidades de Aracaju. Apesar do prestativo atendimento oferecido pelos profissionais de saúde, as limitações de infraestrutura e a pequena quantidade de centros especializados no acompanhamento de gestantes compromete a qualidade dos serviços clínicos.

O nível da assistência na Capital poderia até ser melhor, isso se as obras de construção da Mat ernidade do 17 de Março, que foram iniciadas no começo de junho de 2015, fossem concluídas no prazo estipulado à época, que era exatamente de um ano depois. Até agora, porém, só foram executados irrisórios 7,75% do total previsto e os serviços estão paralisados.

Procurada pelo Cinform, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mencionou o que tem prejudicado o desenvolvimento dos trabalhos, que, aliás, ainda devem ficar parados por algum tempo.

Serviços efetuados
Mobilização da obra, limpeza do terreno, canteiro de obras e fundação.

Valor da obra
obra foi orçada inicialmente em R$ 11.357.195,75. Desses, foi executado e quitado um montante de R$ 880.086,15, sendo R$ 590.064,11 com recurso do Ministério da Saúde e R$ 290.022,07 com recurso municipal.

Impedimento à continuidade dos trabalhos
Emissão de um relatório do Ministério da Saúde (MS), no qual solicitava a adequação do projeto arquitetônico às novas diretrizes par a implantação do serviço.

Iniciativa da Prefeitura
Projeto agora segue em fase de readequação dos projetos complementares para atender as determinações do MS.

Próximos passos

Maternidade Santa Isabel é procurada até por mães de outros Estados.

Depois da adaptação dos projetos, eles deverão ser submetidos à aprovação nos órgãos fiscalizadores (SMTT, Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, ENERGISA, DESO, SEMA, entre outros) e será necessária a abertura de novo processo licitatório, em função das modificações no projeto inicial, gerando assim um aumento significativo no valor do contrato da obra, e inviabilizando a continuidade do contrato firmado com a primeira empresa.

SE NÃO TEM OBRA
Enquanto a Maternidade do 17 de Março segue longe de se tornar realidade, dois locais em Aracaju recebem diariamente um grande número de mulheres que precisam do acolhimento e das orientações adequadas para uma gravidez saudável, além de oferecer atendimento a gestantes em situação de risco.
Um é a Maternidade Santa Isabel que realiza em média, de 30 a 35 partos por dia e que recebe pacientes de várias partes de Sergipe e até de outros Estados. Segundo sua assessoria de comunicação, apesar da maioria do público que frequenta o local pertencer a Aracaju, a origem de 35% do público é de cidades do Interior sergipano e 5% de outras unidades federativas. Atualmente, está ocorrendo um processo de reforma do espaço e de ampliação dos leitos.

Já o outro local é a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, que realizou no primeiro semestre 7.775 atendimentos, e chegou a receber 61 pacientes dos municípios baianos de Rio Real, Paripiranga, Itapicuru, Paulo Afonso e de Arapiraca, em Alagoas.

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