Secretário da Fazenda diz que Previdência é gargalo


Josué Modesto está há seis meses como secretário da Fazenda

Após seis meses à frente da pasta, Josué Modesto admite que situação preocupa, mas tem solução

Anderson Christian

politica@cinform.com.br

Nesta segunda, 31, o secretário de Estado da Fazenda, Josué Modesto dos Passos Subrinho, chega a seis meses à frente de uma das mais importantes secretarias, uma vez que é ela a responsável pela arrecadação e organização de tributos em Sergipe. “Mas se não resolvermos a questão da Previdência, não adianta fazer outras coisas. A Previdência é o gargalo”, analisa Josué.

Para ele, 2017 começou até bem. “Os primeiros meses do ano tiveram um crescimento tanto de arrecadação como de repasses do FPE (Fundo de Participação dos Estados). Mas a partir de abril, maio, houve novo recuo. E a expectativa é que só voltemos a aumentar a arrecadação após setembro, quando as indústrias começam a se preparar para o final do ano”, explica o secretário.

Questionado sobre o que estaria fazendo em sua gestão para buscar mudar o quadro atual, Josué é direto. “Estamos trabalhando diariamente, nos aprofundando nos números, destacando que o básico é economizar. Mas temos que levar em consideração que a crise econômica nacional acaba tendo um agravante de peso: a crise política”.

DESDOBRAMENTOS

No entanto, seja qual for a consequência da votação do próximo dia 2 de agosto, quando a Câmara Federal vota denúncia contra o presidente Michel Temer, PMDB, Josué Modesto entende que há, sim, um claro sinal de que a economia brasileira seguirá um rumo já determinado. “As reduções nas taxas de juro demonstram que temos um caminho, já. A inflação está controlada. E mesmo que a economia esteja desaquecida, é possível ver alguns sinais. A questão é que nada é para o agora, algumas coisas são para médio e longo prazo”, diz Josué em relação a uma retomada da atividade econômica.

De volta aos problemas que dizem respeito diretamente a Sergipe, Josué aposta em reformas estruturais como forma de combater a crise e, ao mesmo tempo, garantir sustentabilidade para o futuro. “E mesmo assim, é bom que se frise, que não se trata de reformar a Previdência estadual e pronto, todos os problemas acabaram. Trata-se de ações que levarão um certo tempo para causarem os efeitos desejados. Mas o que não pode é deixar as coisas como estão. Temos que mudar para poder melhorar”, finaliza Josué Modesto.

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