Conselho Nacional de Justiça suspende super-salário de juízes do Mato Grosso


Corregedor Otávio Noronha suspende pagamentos
de “valores vultosos” a 84 juízes do Mato Grosso

Após o Juiz de Direito da 6a Vara de Sinop (MT), Mirko Vincenzo Giannotte receber R$ 503 mil de vencimentos referentes ao mês de julho,  o corregedor determinou a abertura de um pedido de providências para suspender novos pagamentos do gênero “até que os fatos sejam esclarecidos”

Os desembolsos por “substituições de entrância” são feitos a juízes que atuam em instâncias superiores, substituindo outros magistrados, sem terem recebido a diferença relativa à substituição.

Na nota divulgada nesta terça, 15, a Corregedoria do CNJ afirma que “cabe ressaltar que esta decisão que resultou no pagamento do salário do Juiz Giannotte é específica e não é extensiva a outros casos, conforme Portaria n. 104 da Corregedoria Nacional de Justiça, que suspendeu o pagamento de verbas do TJ/MT que ainda são objeto de investigação”.

‘Não estou nem aí’

Giannotte acha justo o salário

O que chamou mais a atenção e revoltou a maioria da população brasileira foi a postura do juiz quando tratou da questão nas redes sociais ao publicar no seu Facebook:  “não estou nem aí”. Eu estou dentro da lei e estava recebendo a menos. Eu cumpro a lei e quero que cumpram comigo”, afirmou.

Ele declarou ao que o valor recebido em julho representa “justa reparação” pelos anos em que deu expediente em comarcas superiores, recebendo subsídios como juiz de primeira instância.

Em suas contas, ele ainda tem a receber outros passivos acumulados que, segundo ele, chegam a R$ 750mil.

“O valor será uma vez e meio o que eu recebi em julho. E, quando isso acontecer, eu mesmo vou colocar no Facebook”, provocou Giannotte, que afirmou ser “famoso” por trabalhar até de madrugada.

 

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