EcoSport teve atualização a altura de seu sucesso


Frente do EcoSport foi que mais recebeu mudanças. E ficou bem legal

Novo motor e mais tecnologia: Cinform Veículos analisou modelo da Ford

Anderson Christian*

veiculos@cinform.com.br

Talvez poucos lembrem, mas antes mesmo da moda SUV pegar pra valer – nunca é demais lembrar que a sigla significa Sport Utility Vehicle, ou Veículo Utilitário Esportivo, num bom português – a Ford já havia colocado no mercado seu EcoSport, lá entre 2003 e 2004. Sucesso incontestável ao longo dos anos, o modelo passou a encarar concorrentes de peso, caso do Honda HR-V, Hyudai Creta e do Jeep Renegade, para ficar em apenas três exemplos. Perdendo espaço no segmento, a montadora “acordou” e, com preços bastante interessantes em relação aos seus similares, atualizou positivamente o EcoSport, conforme test drive realizado pela reportagem pôde comprovar na versão Freestyle.

Antes de mais nada, uma verdade: os SUVs não são “todo terreno” o tempo todo. Mas o EcoSport 2018 mostra a que veio de cara: a reportagem circulou na cidade, em rodovias e em pequenos trechos de estradas vicinais, não pavimentadas. O comportamento foi satisfatório em todos, muito por conta do novo ajuste feito pela montadora na suspensão, bem mais macia. E isso leva a um alerta: em rodovias, com velocidades mais altas, o EcoSport, que também é alto, exige atenção em mudanças bruscas de direção.

Tecnologia embarcada no EcoSport é de ponta, sem dever nada a ninguém

Internamente, também nenhum reparo significativo, já que o conforto predomina, com bancos e espaço interno com alto nível de satisfação para quem o ocupa. E tome tecnologia, conforto e segurança: sete airbags; controles de estabilidade e tração; direção elétrica; vidros, travas e retrovisores elétricos; sensor de pressão dos pneus; controle de cruzeiro; borboletas no volante; ar-condicionado automático digital; sistema Sync 3 com tela de oito polegadas sensível ao toque; câmera de ré; luzes diurnas de leds; bancos revestidos em tecido e couro; rodas de liga leve aro 16; painel de instrumentos com telinha de 4,2 polegadas; e sistema do porta-malas com divisória.

DIRIGINDO

Mas o que importa mesmo é o que quem dirige o EcoSport sente, correto? Nesse quesito, as avaliações são as melhores possíveis. Com o motor 1.5 e 137 cavalos de potência máxima, as repostas em termos de torque e desenvolvimento são muito eficazes. E o câmbio de 6 marchas, automático, mas com a possibilidade de que as reduções, especialmente nas ultrapassagens, ganhem o comando do motorista por conta das borboletas ao volante, casa perfeitamente com motorização e massa total do veículo.

Nova motorização, agora 1.5, tem proposta econômica sem perder força

E essa simbiose merece ser ressaltada por uma razão prática: da forma como se apresenta, em termos de condução, o EcoSport 2018 tem potencial para agradar todo e qualquer tipo de condutor, desde os mais experientes, que exigem mais do veículo, até os que apenas querem dar um “up”, saindo até de um basicão para um modelo que é uma espécie de porta de entrada para um patamar superior.

E tem mais uma questão absolutamente importante: o EcoSport é fabricado e montado na fábrica considerada a mais ecologicamente correta do país, a unidade “fordiana” de Camaçari/BA. E isso parece ter impregnado o modelo, pois mesmo que o test drive não tenha sido dos mais alongados, o consumo de combustível, para além do que a Ford informa, se mostrou condizente com que o consumidor necessita, algo que valeu classificação “A” do Inmetro. Isso significa que, a um só tempo, o EcoSport é SUV, mas também é econômico e ecologicamente correto.

*a reportagem realizou o test drive a convite da Cimavel Veículos

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