Morar e reformar. Como se adaptar durante a obra?


Profissionais devem ser orientados sobre a rotina dos moradores para facilitar a logística da obra (Foto: Jayme Moraes)

Projeto envolve não apenas alterações, mas como elas devem ser feitas para facilitar o dia a dia 

É fato que está cada vez mais difícil de se realizar grandes projetos arquitetônicos quando se pensa em reformar a casa ou apartamento, diante do orçamento limitado. Mas, mesmo diante dessa situação, a depender das condições do imóvel, a reforma é inevitável e com isso, colocar o plano em prática é um necessidade. E para facilitar o orçamento e economizar, muitas pessoas pensam em realizar a obra sem sair de casa. Como funciona essa ideia na prática? Permanecer no imóvel durante a reforma interfere no prazo de conclusão?

“O primeiro passo realmente seria fazer o projeto de reforma, pois é onde iremos definir quais áreas serão modificadas. A partir do projeto, partimos para o cronograma e planejamento de obra, por exemplo, por onde iniciar, quais materiais serão utilizados e principalmente, em quanto tempo será feito o serviço”, sugere a arquiteta Mara Vieira. Ela ainda explica que é possível executar a reforma sem retirar os moradores, mas é importante criar uma ótima logística para evitar que os serviços sejam refeitos ou se atrasem.

Camila Pereira e Mara Vieira explicam que obra deve ser bem planejada (Foto: Arquivo Up House)

Uma alternativa que facilita é transferir os móveis para um dos cômodos do imóvel, o que ajuda no fluxo dos profissionais que farão o serviço. Sobre como proteger os móveis, a arquiteta indica que eles sejam protegidos com lonas ou plásticos bolha. Ou ainda há a opção de contratar um guarda móveis, caso o orçamento ofereça condições. Outra questão considerável para quem decide não sair do imóvel durante a reforma, é a sujeira e o quebra-quebra.

DICAS QUE FACILITAM
“Infelizmente, em uma reforma, não importando o tamanho dela, sempre haverá sujeira e quebra-quebra. O que se pode fazer é combinar com o pessoal da empresa contratada para que todo entulho seja despejado em caixa coletora e fazer uma limpeza superficial para que os moradores possam ficar em casa com o mínimo de resto de obra possível”, declara a arquiteta Camila Pereira. E essa limpeza ajuda também na conservação dos móveis e objetos de decoração que estão dentro da casa ou apartamento. Camila indica que, mesmo com a limpeza, permaneçam devidamente protegidos com lonas, plásticos bolha e caixas – no caso dos objetos menores e mais delicados.

No caso da obra em si, uma alternativa para facilitar a troca do piso é a aplicação do piso novo sobre o antigo, mas para isso é necessário atenção em alguns detalhes. “A aplicação pode ser feita em qualquer tipo de piso, exceto em áreas com pisos vinílicos ou durafloor, tacos de madeira, carpetes ou emborrachados, ou seja, pisos de encaixe ou que fazem uso de cola no assentamento. O ideal é que se faça uma revisão da área a ser assentada pois se o piso antigo estiver danificado, pode comprometer a instalação, e nesses casos o melhor a se fazer é quebrar a superfície antiga”, destaca Mara Vieira.

Vale salientar ainda que o assentamento de piso sobre piso deve ser feito com argamassa específica e a superfície deve estar limpa e seca. A arquiteta ainda alerta para o cuidado com o nivelamento da base, e caso seja necessário, adequar as portas e guarnições ao novo nivelamento. É importante que todos esses detalhes sejam discutidos com o profissional ainda na elaboração do projeto, para que a execução seja eficiente.

DECIDIU MUDAR
O servidor público Janison Couto reformou seu apartamento há três anos, e mesmo com o intuito de economizar, optou por mudar para realizar a reforma. Janison conta que aproveitou a reforma para se desfazer de alguns móveis e os que permaneceram, ele transferiu para um dos cômodos, o que facilitou o andamento da obra. Todo o apartamento foi reformado, incluindo troca de piso, revestimentos e pintura.

Janison: “Mudei para facilitar a dinâmica da reforma” (Foto: Arquivo Pessoal)

“Tivemos que quebrar o piso antigo para aplicar o novo, já que a instalação antiga estava mal feita. Mudamos todos os revestimentos da cozinha e do banheiro – que foi o espaço que deu mais trabalho. Por ser pequeno e com muitos cortes nas pedras do revestimento, foi o ambiente mais difícil. Além disso, a reforma estava planejada para 20 dias e acabou sendo concluída em 40, visto que o pedreiro não cumpriu o cronograma estipulado no início”, afirma Janison.

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