Mal entendido ou assédio sexual? Alunas acusam, colégio demite e professor se defende



Rafael confirma mensagens, mas nega conteúdo de assédio.

O professor da disciplina Física, Rafael Santana, foi desligado do Colégio Amadeus na quinta-feira passada (19/10), logo após as alunas dele procurarem a direção da instituição de ensino para registrar  reclamação de assédio sexual, via Whatsapp. As estudantes insinuaram  que o professor estava dando uma”cantada”, no entanto, não apresentaram à direção do Colégio o conteúdo das mensagens. Antes de ser desligado, o professor Rafael foi ouvido pela direção e confirmou o envio de mensagens, mas nega ter conteúdo de assédio. “Foi uma interpretação equivocada, não quis ofender ninguém, nem mesmo desrespeitar as minhas alunas”, defendeu-se o mestre, na sala do diretor.

Até o momento nenhuma aluna procurou a delegacia especializada de atendimento a grupos vulneráveis – DAGV -para registrar boletim de ocorrência acusando formalmente o professor Rafael Santana. Os pais das estudantes também não confirmaram que irão ingressar com uma ação penal contra o professor. Para um amigo de Rafael, que preferiu o anonimato temendo perder o emprego, não está caracterizado o crime de assédio nas mensagens trocadas via Whatsapp. “Não podemos julgar de forma precipitada, se o judiciário ainda não foi provocado”. É preciso cautela nessa hora.

O Colégio Amadeus informou que ouviu o depoimento de uma aluna, depois pediu para que outra colega relatasse o fato e os depoimentos se completaram. Conversamos com os pais das alunas e estamos dando todo o apoio, inclusive encaminhamos as estudantes para o setor de psicologia.

Entretanto, a direção não leu nenhuma das mensagens de Whatsapp das alunas, que preferiram fazer a reclamação oralmente, sem apresentação de provas materiais. “Nós chamamos o professor e informamos que ele estava sendo desligado, porque aqui no Amadeus nós somos primeiramente pelo aluno”, disse o diretor financeiro, José Augusto do Nascimento.

Nós não estamos julgando ninguém. Decidimos desligar o professor com base nas informações das estudantes. Quanto à registro de boletim de ocorrência na DAGV, o Colégio disse que vai acompanhar, caso haja abertura de inquérito policial.

MANIFESTAÇÃO DAS ALUNAS

Com faixas e cartazes que traziam frases em defesa da mulher, alunas fizeram manifestação no Colégio Amadeus nesta terça-feira(24) e pediram respeito: Um dos cartazes repetia o protesto feito por artistas e atrizes da Globo: Mexeu com uma, mexeu com todas”. Um outro cartaz mencionava o seguinte: “Ensinem os homens a respeitar as mulheres”. Um terceiro cartaz trazia a mensagem: “AVISO – As mulheres tem nojo do seu assédio”. E quanto às investidas, segundo as alunas, mais uma frase de efeito. “Suas piadinhas machistas, em sala de aula, legitima o assédio. Vestidas de preto e também com a farda do Colégio, as alunas percorreram as salas, se concentraram no corredor e registraram a manifestação com fotos postadas mais tardes em redes sociais. Depois do episódio que culminou com a dispensa do professor nenhuma aluna apareceu para falar do assunto com a imprensa.

QUEM É RAFAEL SANTANA

O professor Rafael Santana ensinou Física no Colégio Master, no Colégio Amadeus Física, e é apontado como um dos acionistas do curso Arena. Assim que foi desligado do Amadeus o professor retirou o seu perfil nas redes sociais. Rafael desapareceu do  Facebook, do Instagram, e dos grupos de Whatsapp. Ele não é indiciado em nenhum inquérito policial promovido pelos pais das alunas e não é réu em ação penal por crimes contra a honra. Rafael foi acusado e aguarda o andamento do caso. O departamento de jornalismo do CINFORM está aberto a ouvir o professor Rafael, as alunas e também seus pais, caso queiram falar.

Contato: 2105-4555 / redacao@cinform.com.br

 

 

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