PF foi ao apartamento na Farolândia, onde mora Adriano Silva Correia, investigado na Lava Jato


O Ministério Público Federal requereu e o juiz Sérgio Moro autorizou a busca e apreensão de provas nos endereços do investigado José Antônio de Jesus, de seus familiares e de suas empresas e sócios. A polícia federal esteve cumprindo mandados de busca e apreensão em Sergipe. Na capital, os agentes federais foram à rua Paulo Silva, nº. 84, bairro Farolândia, edifício Hyde Park, apto 701, atrás do restaurante Parmegiana, na residência do engenheiro civil, Adriano Silva Correia. Em Itabaiana os policiais federais foram até à sede da empresa Queiroz Correia, situada na rua Barão do Rio Branco, nº. 226, centro.

Outros mandados foram cumpridos nos seguintes endereços:

a) José Antônio de Jesus, Rua Sócrates Guanaes Gomes, 167, ap.
301, Cidade Jardim, Salvador/B;
b) Sirius Transportes e Logística Eireli/JRA Transportes, Estrada
Pedro do Cavalo, 942, Garage, Distrito Industrial, Candeias/BA;
c) Victor Hugo Fonseca de Jesus, Rua Tenente Silveira, 514, ap.
1.102, centro, Florianópolis/SC;
d) José Roberto Soares Vieira, Rua Dr. Renato Mendonça, 317,
Bosque Verde, Brotas, Salvador/BA;
e) Adriano Silva Correia, Av. Paulo Silva, 84, apartamento 701,
Farolândia, Aracaju/SE;
f)Queiroz Correia Cia Ltda./Bussola Projetos Construtos e
Montagens, Rua Barão do Rio Branco, 226, centro, Itabaiana/SE.

De acordo com a decisão do juiz federal, o colaborador Luiz Fernando Nave Maramaldo relatou que. em meados de 2009. foi procurado por José Antonio de Jesus, então Gerente de Suporte Norte/Nordeste da Transpetro, que solicitou o pagamento vantagens indevidas sobre o valor dos contratos formalizados entre a NM Engenharia e a Transpetro.

Segundo ele, José Antonio de Jesus teria informado que a propina seria destinada ao Partido dos Trabalhadores, independente, portanto, dos valores destinados a Sergio Machado, cujo destino seria o PMDB. Afirmou que, do contrário, “poderia dificultar o dia-a-dia do funcionamento da empresa até tornar inviável a execução do contrato”. Ficou, então, acertado o pagamento do percentual de 0,5% do valor dos contratos, com frequência mensal. O relato do executivo da NM Engenharia de que teria pago vantagem indevida ao então gerente da Transpetro José Antônio de Jesus encontro corroboração na prova documental colacionada pelas quebras de sigilo decretadas judicialmente.

A NM Engenharia, direta ou indiretamente, teria realizado depósitos vultosos de vantagem indevida, no montante de cerca de sete milhões de reais, nas contas das empresas JRA Transportes, Queiroz Correia e ainda de Adriano Silva
Correia. Tais valores seriam, de fato, destinados a José Antônio de Jesus, controlador de fato da JRA Transportes. Talvez el também seja o controlador da Queiroz Correia, mas, sendo ou não, há indícios de que a utilizou para
intermediação de repasses, assim como Adriano Silva Correia.

Aparentemente, a JRA Transportes e a Queiroz Correia não seriam empresas totalmente de fachada, já que teriam contratos também com a Petrobrás, Transpetro e a BR Distribuidora. Independemente disso, o que é é uma questão ainda a ser melhor verificada, as duas empresas não declararam receitas provenientes da NM Engenharia e o fluxo do dinheiro delas em favor de familiares de José Antônio de Jesus, permite conclusão, em cognição sumária, de que tratar-se-ia de propina em acerto de corrupção ou em concussão, considerando as relações entre a NM Engenharia e a Transpetro.

Por outro lado, os estratagemas subreptícios utilizados para a ocultação e dissimulação da vantagem indevida, que incluem a utilização de empresas e contas de passagem e a estruturação de transações financeiras para evitar comunicação de operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF, podem configurar crime de lavagem de dinheiro. Também há indícios de que os investigados teriam se associado para praticar juntos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, considerando a própria duração do aparente esquema criminoso.

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