Em tempos de crise a necessidade é a mãe da criatividade


Nos últimos anos a crise que atingiu o Brasil deixou 14 milhões de desempregados. Muitos buscaram alternativas para passar pela fase difícil criando seu próprio negócio.

O CINFORM foi as ruas de Aracaju procurar histórias daqueles que pensaram diferente para ganhar dinheiro e não ficar desempregado. São homens e mulheres que trabalham diariamente para “o pão de cada dia” e que vêem do simples uma oportunidade de negócio.

GARÇOM DA RUA

Ao parar no sinal do cruzamento da Avenida Ivo do Prado com a Praça Fausto Cardoso um vendedor de água chama a atenção, vestido como garçom, com direito a toalha no braço e balde de gelo, Wagner Tavares vende água e refrigerante. Alternativa que buscou para driblar a crise dos últimos anos.

Wagner Tavares trabalhava em uma vidraçaria e não se contentava com o salário que ganhava, em torno de R$ 1.500, buscando vender água em sinais de transito no horário de almoço como um extra. “Então eu tive a idéia de vender água no horário de almoço e vi que nessa uma hora e meia que eu dedicava me dava uma boa renda, chegava próximo ao que eu ganhava em um emprego formal, então pensei que se eu colocasse toda força de trabalho oito horas por dia ia lucrar”, comentou.

Wagner se demitiu da empresa a dois anos, mesmo com muitos criticando sua atitude, e hoje já consegue ganhar mais. Há dois meses Wagner sentiu que precisava mudar mais uma vez, “no mercado competitivo você muda ou fica para trás”, momento em que decidiu se vestir de garçom para chamar mais atenção dos motoristas.

ITALIANA DO PÃO

Ao passar por uma Avenida D. Paulo VI, no Inácio Barbosa, de tarde até o começo da noite é possível observar uma senhora sentada em uma cadeira de praia ao lado do carro com o porta mala aberto vendendo pães e cuca, receita do sul do Brasil de um pão doce recheado.

Filha de italiano a gaucha, Idelena, aprendeu a fazer pão com a mãe e durante as cidades que passou no Brasil vendia de porta em porta. Há três anos em Aracaju percebeu que dessa maneira não dava certo, passando então a vender na mala do carro.

“Eu trabalhei muito desde que vim para Aracaju, no começo eu ia em porta e porta com o cesto, enfrentava o calor, era ruim demais. O povo não conhece muito a cuca, tinha que explicar”, disse.

Por dia a gaucha produz em média 20 pães e 10 cucas, que no final do mês são para pagar as contas de casa e o plano de saúde. “No carro eu já tenho meus clientes, toda semana vem os mesmos, eu já conheço. Tem gente que vem pela primeira vez”, explica

OVO ONLINE

Comprar o ovo com um clique, com planos semanais que entregam em sua casa no horário desejado. São cinco tipos de ovos, brancos, vermelhos, de capoeira, orgânicos e de codorna. A idéia surgiu de uma reportagem aqui no CINFORM.

“Através do Traz a Conta com a reportagem de um senhor contando que vendia de 15 a 20 caixas por dia de ovo e eu tinha acabado de fechar minha empresa e tava parado, em casa só pensando e eu resolvi comprar um carro”, contou o empresário sergipano.

Por medo de assalto, o empresário só rodou a cidade como “carro do ovo” e resolveu montar um ponto fixo em uma carrocinha. Há dois meses teve a idéia de montar o site que faz entregas sem custos. “Hoje a saída é boa, precisa aumentar. Acho que as pessoas não conhecem ainda”, comentou.

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