Dolci se reinventa com novo cardápio


E não é que parece mesmo um iglu?

Ou a aventura de “repórter TAC” de um fotógrafo e gastrônomo

Vieira Neto
Repórter fotográfico do Cinform
Especial para o TAC

 

O Traz a Conta não é uma pessoa. É uma entidade! Pra gente que trabalha no Cinform, de quando em vez tem um lance que me lembra aquele filme do Spilberg, Minority Report, em que os “pré-cogs” dão nome e situação do crime antecipadamente.

Na redação, a gente fica na torcida pra sair nosso nome pruma degustação. E aconteceu essa semana, em dupla: eu e o editor geral, Anderson Christian, nas bolinhas dos nomes. E a bolinha do “crime” deu Dolci, na Péricles Muniz Barreto, Salgado Filho.

Ambiente agradável, aconchegante. Amâncio, o proprietário, conhecido pelo Setransp e pelo sorriso enorme, nos recebe. Bem recebidos, à mesa. E aí meu chefe vem com essa: “Neto, em restaurante eu só sei comer. Se vire!”. Com Anderson fora do páreo, a avaliação fica pra mim.

 

PRATOS

As Tiras de Alcatra ao ponto
Prato do meu chefe, mas eu belisquei!
Tem que conhecer esse brownie, viu?
ChefGiuseppe, eu mesmo e chef Marco: a Dolci tá aprovada

Fomos apresentados aos Chefs Marco Sousa e Giuseppe Oliveira, da Taste, responsáveis pelo novo cardápio da Dolci. E deixei por conta deles a escolha: pra mim, Tira de Alcatra, proteína, e Salada Tropical, guarnição. Pra Anderson, Filé de Peixe, proteína, e Salada de Grãos, guarnição. Cada um R$ 32. Belisquei o prato de Anderson. Muito bom, com boa redução de vinho. No meu prato a alcatra tava exata. Quanto a salada, o jogo tava ganho porque adoro a mistura da acidez cítrica com um acento de doçura.

As sobremesas: Basked Alaska, R$ 20, pra Anderson, e Brownie com Calda de Frutas, R$ 14, pra mim. O Basked, em formato de iglu, é um espetáculo de apresentação, recheio com torta de sorvete e cobertura de merengue italiano flambado no Contreau. E é bem bom! Já o brownie, o brownie… seguinte: se você gosta, mas ainda não provou o do Dolci, então você ainda não experimentou o amor verdadeiro. E a calda? Frutas vermelhas pra coroar a felicidade.

E aí, Anderson, gostou? “Gostei, Neto. Mas achei pouco”, resmungou meu chefe glutão. E também achei que uma guarnição apenas era uma economia meio besta. Daí que passei aquele zap pro Chef Marco. Ele me apoiou: a Dolci sacou que o povo de Aracaju é bom de garfo, aumentou para duas guarnições, mantendo o preço. Resultado? Se o TAC escolher meu nome mais vezes, tô colado. Mas quanto a Dolci, voltarei com ou sem meu nome ser sorteado.

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