Ensino de robótica amplia horizontes dos estudantes


Colocar em prática o que é ensinado na sala de aula é uma maneira de melhorar o ensino, principalmente em tempos do Enem, no qual o desenvolvimento do aluno é avaliado como um todo. O ensino de robótico proporciona a prática do que é ensinado nas salas de aula.

No colégio Coesi o ensino de robótica chegou em 2009, atualmente todos os alunos do sexto ao nono ano do ensino básico tem duas aulas no laboratório de robótica. Onde colocam em prática o que foi aprendido em sala de aula em matérias comuns, como explica o professor de robótica e líder das equipes do colégio, Hélio Igor.

“A gente tenta conectar os assuntos trabalhados no laboratório de robótica com os das mais diversas áreas como ciências, geografia, história, português na produção de relatórios. Inglês nos termos específicos da robótica que propõe o inglês instrumental, nós tentamos ao máximo trabalhar esses conteúdos”, explica o professor Igor.

Como acontece?

O professor Hélio Igor exemplifica como acontece a união dos conteúdos de sala de aula com o laboratório, recentemente uma turma de nono ano montou uma locomotiva, para a aula foram abordados assuntos de história e física que estavam sendo aplicados.

“Tem uma aula no nono ano que os alunos constroem uma locomotiva. O tema da aula mesmo é atrito, que a gente irá trabalhar física. Porém quando vamos ministrar a aula pegamos o gancho da época de Barão de Mauá, o desenvolvimento das ferrovias, as oligarquias cafeeiras da época. Buscamos dentro do laboratório de informática a parte de contextualização, assuntos das diversas disciplinas e tem ajudado muito”, explicou.

Benefícios

O professor de robótica explica que além de desenvolver o raciocínio lógico, visando aumentar o contato com as tecnologias e trabalhar a linguagem de programação, que pode ser considerada linguagem do futuro, aos alunos ganham no quesito cidadão já que trabalham sempre em grupos melhorando suas habilidades emocionais.

“É dividido em funções, no qual é realizado um rodizio, um dia um aluno é construtor, no outro organizador, o programador, o relator, então eles fazem esse rodízio e vão passando por todas as áreas. Eles vão se encontrando e os alunos que se destacam formam uma equipe de treinamento, que viaja para torneios”

Equipes

Durante os anos de ensino de robótica o colégio Coesi acabou criando equipes de treinamento com os alunos que se destacavam. Cerca de trinta alunos são selecionados para três equipes no colégio: RoboCOE, TechCOE e RoboTech.

Nas equipes os alunos podem participar de torneios. Atualmente os estudantes são tricampeões do nordeste e campeões mundiais em estratégia em inovação no campeonato mundial que aconteceu em Houston nos Estados Unidos ano passado. No próximo dia 22 de fevereiro os estudantes participaram de mais um torneio

Resultados

A estudante Zuleide Luna, 16, do terceiro ano está na equipe de robótica e considera que o ensino na área a ajudou e ajuda muito. Graças aos campeonatos, no qual os estudantes precisam explicar a sua pesquisa em pouco tempo, a estudante ganhou habilidades.

“Aqui a gente aprende muito a filtrar, o que eu acabo aplicando nas aulas. O professor está ensinando um conteúdo de 50 minutos, mas eu sei que meia hora do que o professor falou já basta. Principalmente no Enem que a gente lê e responde questões muito rápido e a gente aprende a filtrar só o que é importante”, comentou Zuleide que irá prestar Enem em 2018.

O professor Hélio Igor ainda destaca que desde que o programa começou muitos alunos tem demonstrado maior interesse em áreas como engenharia.

“A prova que o ensino de robótica tem dado certo perante os alunos e que temos muitos alunos procurando essas áreas de conhecimento. Vários estudantes que passaram por aqui ingressaram em áreas como engenharia”, destacou Hélio.

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