Tecnologia aliada à educação mostra resultados positivos em instituições de SE


Já no primeiro ano de ensino os alunos desenvolvem protótipos (Fotos: Julia Freitas)

O uso das tecnologias em sala de aula vem se tornando cada vez mais comum e, apesar dos desafios que ela impõe aos professores, alunos e instituições, bons exemplos de práticas não faltam. Um desses exemplos é o trabalho realizado no curso técnico em Eletrônica do Instituto Federal de Sergipe, Campus Aracaju.

Além de ser um curso com uma raiz tecnológica, os alunos do curso técnico subsequente- aquela turma que já concluiu o ensino médio  – e do ensino integrado –  onde os alunos estudam o técnico e o ensino médio – tem acesso a espaços e ferramentas adequadas para o seu desenvolvimento.

“O conceito que nós tentamos implementar aqui é que o aluno sinta prazer em fazer as atividades, e isso faz com que o tempo de aula seja curto para o que o aluno deseja fazer. E para fazer mais, nós professores precisamos estabelecer metas e desafios para os alunos. Aqui nós IFS, damos a liberdade para que os alunos frequentem um espaço adequado para que ele desenvolva os seus projetos, mas, em contrapartida, ele também será cobrado pelo cuidado desse ambiente”, comenta o professor Edson Barbosa.

Esse tipo de prática já tem mostrado resultados positivos. Um grupo de alunos do curso desenvolveu um protótipo para que uma máquina desenhe aquilo que eles indicarem através do computador. Algo que, segundo o professor Edson, é a base que eles usarão para futuros projetos, como uma impressora 3D.

Além dos ambientes adequados para o desenvolvimento dos alunos, o curso oferece ainda simuladores para que os alunos façam testes antes da construção de seus protótipos. Uma vez que, em eletrônica, um pequeno erro de cálculo pode queimar algum componente eletrônico, que representa um gasto a mais para a instituição, que é pública. Além disso, os professores incentivam os alunos a desenvolverem seus projetos com produtos de baixo custo ou recicláveis, mas sempre pensando na segurança, como, por exemplo, não utilizando materiais inflamáveis.

Nara Strappa, Edson Barbosa e Danyelle Mousinho

O incentivo ao desenvolvimento de tecnologia e pesquisas não se restringe às salas de aula e aos sete laboratórios do curso. A coordenadoria de Eletrônica do Campus Aracaju é responsável pela organização da etapa local da Olimpíada Brasileira de Robótica, competição que já foi representada três vezes na etapa nacional pela equipe do IFS.

“Para a Olimpíada Brasileira de Robótica eles não têm obrigação de participarem, mas nós sempre temos muitas equipes participando. Eles mesmos se voluntariam, pedem para participar e estudam por conta própria, mas quando eles têm alguma dúvida nós estamos aqui para ajudá-los. Eles projetam o robô deles, criam as próprias soluções”, comenta a professora Nara Strappa.

GOOGLE CLASS

Com o avanço da tecnologia dos celulares e da conexão de internet, professores e alunos têm cada vez mais ferramentas para realizarem atividades à distância. Uma dessas ferramentas é usada no curso técnico em Eletrônica e pode ser utilizada em qualquer escola pública ou privada: o Google Class.

“Nessa ferramenta, nós criamos uma sala de aula virtual e cadastramos os alunos. Lá podemos colocar avisos, passar atividades e até mesmo fazer avaliações, em que eles respondem e a correção já é feita automaticamente. Com o aplicativo no celular, eles recebem uma notificação a cada aviso ou atividade publicada lá, e quando as respostas deles são submetidas nós (professores) também recebemos uma notificação”, comenta a professora Nara Strappa.

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