A redenção do Centro


O chef Jefferson Rueda tem uma relação de amor com o Centro de São Paulo. Lá ele criou um dos melhores restaurantes do Brasil, A Casa do Porco. Achou pouco e abriu a Hot Park, um ponto com características circenses, bem descolado, com hotdogs de R$ 15. Semanas atrás, vizinho ao Hot-Park nasceu a Sorveteria do Centro, também de Rueda. Um sucesso. O restaurante Dona Onça, de sua esposa Janaína Rueda, que este ano completa uma década está lá cravado nos pés do Copan. E assim a gastronomia vai mudando os olhares sobre o centro da selva de pedra.

Burger duplo com crisp de parmesão
A Burgeria do Centro

Aqui, uma semente de Rueda parece ter sido carregada por aves migratórias e fez semear no centro de Aracaju um dos melhores smashburgers da cidade. E não é só isso. O ambiente tem a medida certa da decoração. Paredes de cimento chapiscado, telão com vídeos da Red Bull, climinha underground com pendentes de filamento iluminando as mesas e um janelão que favorece a entrada da luz natural.

Na Burgeria do centro não tem problema de atendimento. Mesmo porque o sistema é de auto-serviço, se tiver que reclamar é de você com você mesmo. O cardápio é enxuto. Sem frescura. Hamburger, cheese burger, cheese salada e cheese bacon. Podem ser simples ou duplos, podem ter refri + batata, ou não.

Provamos o burger e o cheese burger. O primeiro tem um pão branco macio, um blend bovino característico do smash e um chip de parmesão que é o punch da montagem. O segundo, tem blend bovino, american cheese e cebola crispa bem torradinha. A batata frita lembra a da vovô. Tudo bem artesanal.

Há também um milkshake com ovomaltine e leite ninho que é para o auditório aplaudir de pé.

Num centro de pouquíssimas opções que valham a pena, e com uma zona sul estagnada, a Burgeria merece ser visitada. E observada.

O shake de Ninho e ovomaltine

SERVIÇO
Onde: Sabe onde é o Cacique Chá? Em frente tem a Procuradoria. Do lado da procuradoria, na Travessa Benjamim Constant, está a Burgeria. Cê vê logo.
Quanto: R$ 8, o hamburger; R$ 10, o cheese; R$ 9, o milkshake.
Coisa boa: a maionese.
Coisa ruim: a saudade da Cinelândia que era ali do lado.
Funcionamento: Seg a sex, 11h às 20h; sábado, das 10h às 15h.
Pra pagar: dinheiro e cartões.
Estacionamento: Mais difícil do que fácil

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