Caos no concurso da PM Sergipe


O concurso aconteceu no mês de julho. Foto: arquivo CINFORM/Mário Sousa

Fraude no exame tem dividido
opiniões sobre anulação

Prestar um concurso e ser aprovado não é uma tarefa fácil, requer estudar por horas e horas e até mesmo abdicar do que gosta só para se classificar no exame. Mas nem todos pensam da mesma maneira. Um dos concursos desejados por muitos é o da Política Militar (PM). Em Sergipe, este foi realizado em julho deste ano, porém, quem prestou passou por poucas e boas. Isso porque durante a aplicação das provas dois inscritos tentaram fraudar o exame, um foi detectado com um aparelho celular escondido dentro do gesso em seu braço esquerdo e outro com um celular grudado embaixo da mesa com uma fita adesiva. Alguns candidatos se sentiram prejudicados por isso.

O estudante Douglas Matheus da Silva foi um dos que prestou o concurso e está indignado. Ele acredita que o governo do estado e a Polícia Militar não estão interessados em descobrir a verdade a respeito das fraudes. “Não foi um certame transparente, há muitos indícios de fraude, pois na sala em que fiz a prova elas não vieram lacradas. Muitas pessoas praticamente gabaritando a prova. Não estou aqui para tirar o mérito de quem se dedicou a estudar e realmente passar, mas é um absurdo a forma que foram tratadas essas fraudes, nem a Polícia Militar do estado de Sergipe através de seus representantes, nem a Justiça, muito menos o governo do estado, estão preocupados com a verdade dos fatos. Há um interesse muito maior nesse caso, pois estamos em ano eleitoral e não querem anular esse concurso”, declara.

Ainda segundo o estudante, é um concurso manchado, fraudado e totalmente desorganizado. “Uma banca como o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) não se preocupou com a segurança do concurso, pois há muitas pessoas além dos convocados que fizeram o Teste de Aptidão Física (TAF) sobre liminar. As pessoas clamam pela verdade dos fatos, esse concurso é uma verdadeira fraude que atende a interesses muitas pessoas em ano eleitoral. A continuação desse certame é uma afronta a todos os que fizeram a prova. ‘Não passei, porém, estou habilitado’. Dessa forma a anulação seria justa com todos, pois que foi aprovado seria novamente pois sabe dos seus conhecimentos e sua capacidade”, relata.

O professor Victor Teles também prestou concurso, porém, ele não acha justa a anulação, já que foram apenas dois suspeitos e não uma quadrilha fraudando. “A minha opinião é que se teve fraude tem que ser investigado, abrir uma investigação mais rigorosa. É um concurso de porte grande. Mas só foram duas pessoas, anularia se fosse uma quadrilha”, declara.

POLÍCIA MILITAR

Recentemente, o juiz da 1ª Vara Criminal do município de São Cristóvão (SE), Manuel Costa Neto, concedeu liminar suspendendo o concurso. De acordo com o coronel Vivaldy Cabral da Polícia Militar de Sergipe o concurso não está suspenso. O coronel da PM acredita que os suspeitos de fraudarem o concurso estão presos. E informa ainda que quem está à frente do concurso não é a PM e sim uma empresa que foi contratada para este fim, a qual não soube informar. O CINFORM está à disposição da empresa para se pronunciar através do e-mail: redacao@cinform.com.br.

 

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