Consumo político e consciente


Consumo consciente tem transformado marcas de cosmético e maquiagem

Cada vez mais consumidores estão preocupados com os impactos
ambientais gerados durante a produção de cosméticos e maquiagens

Graças à difusão da informação, cada vez mais pessoas estão repensando a forma como consomem diversos produtos, inclusive os cosméticos e as maquiagens. Essas pessoas buscam marcas que tenham preocupações ambientais e sociais durante o processo de fabricação de seus produtos e, até mesmo, com a destinação final de suas embalagens. E, graças a esse movimento, marcas grandes e pequenas têm investido cada vez mais em práticas sustentáveis e que não tragam ainda mais danos ao meio ambiente.

Ingrid Guimarães e Nycolly Maria, sócias na Nefertiti

A psicóloga Ana Almeida é uma dessas consumidoras que, antes de comprar um produto, busca informações sobre ele e sobre a marca que o produz. “Quando me tornei vegana, uma das minhas motivações foi a preocupação com o impacto ambiental de nossos hábitos. Por isso, sempre busco saber sobre o que quero comprar antes e só depois eu vou até o local já sabendo o que quero”, comenta.

A Nefertiti é uma dessas marcas pequenas que levantam a bandeira do consumo consciente e sustentável de produtos de beleza. As criadoras da marca, Ingrid Guimarães e Nycolly Maria, acreditam que muito desse movimento se dá pelo crescimento no número de pessoas veganas no país, que não consomem produtos de origem animal nem que produzam algum dano a eles em seu processo de fabricação.

“Percebemos que são vários os motivos que levam as pessoas a optarem por fitocosméticos e fitoterápicos, como: o crescimento do público vegano; a preocupação com a saúde, tendo em vista que os cosméticos convencionais são cheios de produtos que provocam sérios danos à saúde humana e à saúde ambiental; e a insatisfação com tratamentos alopáticos”, comentam.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

Marcas incentivam reciclagem de embalagens vazias

Mas não são apenas as pequenas marcas que buscam cada vez mais diminuir os impactos gerados no mundo – sejam eles ambiental ou social. O Grupo Boticário, por exemplo, criou um programa para recolher e reciclar as embalagens vazias de seus produtos, o “Programa de Reciclagem de Embalagens”. Segundo o diretor de marketing do O Boticário, Alexandre Bouza, todas as mais de três mil lojas da marca estão prontas para recolher e direcionar esses resíduos para cooperativas, gerando renda para mais de mil famílias.

“Todas as mais de 3.700 lojas da marca estão preparadas para direcionar esse resíduo para as quase 33 cooperativas homologadas, que fazem a seleção e a reciclagem dos materiais. Todas as embalagens vazias são recolhidas, descaracterizadas e encaminhadas para cooperativas de catadores e parceiros locais, que gerenciam os resíduos. A ação gera renda para mais de mil famílias”, explica.

TESTES EM ANIMAIS

Alexandre Bouza, diretor de marketing do O Boticário

Outra bandeira que muitas pessoas e marcas grandes e pequenas têm levantado é sobre o fim dos testes em animais. Uma prática que faz com que, todos os anos, mais de 500 mil animais sejam utilizados em testes para fins cosméticos em todo o mundo. Isso porque 80% dos países ainda permitem que essa prática aconteça, incluindo o Brasil. Segundo Alexandre Bouza, diversas técnicas podem ser utilizadas para descobrir se um produto irá causar alguma alergia ou irritação na pele de maneira rápida e sem que animais sejam utilizados como cobaias.

“Desde 2000 não testamos em animais. Somos pioneiros na utilização de inovações em laboratório que substituem os testes em animais na análise tópica de cosméticos e itens de higiene pessoal, como o desenvolvimento da Pele 3D e a adoção da técnica ‘Organs-on-a-chip’, que permite detectar com rapidez a probabilidade de um produto causar alergia ou irritação na pele humana”, ressalta.

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