Pró-solução: um aprendizado de turismo


Foto: arquivo pessoal

Excursão frustrada leva grupo de viajantes a conhecer um sítio turístico esquecido pelo poder público e pela iniciativa privada

Um grupo de turistas foi motivado para conhecer a cachoeira de Macambira, atração localizada na região de transição entre o agreste e o sertão do Estado de Sergipe. A viagem prometia uma boa aventura e a alegria tomava conta de todos quando, de repente, o carro quebrou.

Mas turista é uma qualidade de ser que se acostuma e se adapta a tudo. Ao invés de lamentar-se pelo imprevisto, todos perceberam, felizes, que se encontravam próximos ao povoado Cafuz, localizado no município de Areia Branca.

Ruínas da Igreja da Boa Luz, nas proximidades do engenho. Foto: Mapio.net

O local é lindo, porque exibe marcas do período colonial, com remanescentes da economia escravocrata do século XIX. Há fazendas que fazem parte do ciclo canavieiro da região e o recanto é cercado de casarões antigos, inclusive de arruados, uma capela, a casa grande e a senzala.

Os turistas fizeram várias fotografias muito bonitas de toda essa história, o que rendeu uma boa pauta, já que a jornalista Thayná Ferreira, da equipe do jornal Cinform, fazia parte da excursão que não conheceu, desta feita, a famosa cachoeira de Macambira, uma das raras quedas d’água que ocorrem em Sergipe.

Fica uma sugestão para os organismos estatais voltados para a área do turismo receptivo, porque não há um mínimo de estrutura para a exploração das ruínas dos velhos engenhos de açúcar, como acontece no vizinho estado de Pernambuco, por exemplo.

Por outro lado, não existe qualquer ação relacionada com segurança e se percebe, sob constrangimento, uma ausência total de sinal de celulares nas estradas da região, o que promove um certo desconforto com o isolamento.

Os turistas aprenderam uma lição inesperada, já que o que poderia ter sido um problema contribuiu para uma reflexão que leve a adoção de medidas para exploração comercial daquela região, mesmo que não seja pelo poder público, mas, quem sabe, pelos proprietários do sítio.

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