“Uma noite de crime”: Ceará registra onda de violência desde o início de 2019


Foto: reprodução da internet

Já ocorreram 45 ataques no estado desde o dia 02 de janeiro

Caos no Estado do Ceará. Agências bancárias, oficinas, delegacias e ônibus foram depredados e incendiados, e até um pilar do viaduto localizado na Avenida Washington Soares, em Fortaleza, foi destruído por um explosivo. A violência vem assustando os moradores da capital e de alguns municípios, como: Tinguá, Pacatuba, Horizonte, Maracanaú, Caucaia, Pindoretama, Eusébio, Morada Nova, Jaguaruana, Canindé, Piquet Carneiro, Morrinhos, Aracoiaba e Baturité. Já foram registrados 45 ataques do dia 2 de janeiro de 2019 até hoje.

De acordo com informações, os ataques se deram após o titular da Secretaria da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, declarar que não reconhecia facções no Ceará e que não separaria mais os presos de acordo com a ligação com essas organizações.

Após solicitação do governador do Ceará Camilo Santana (PT), o ministro da Justiça e Segurança Pública do país, Sérgio Moro, autorizou o uso da Força Armada Nacional no estado por 30 dias.

Segue nota do Ministério da Justiça e Segurança Pública:

MJSP atuará em crise no Ceará

Ministério da Justiça e Segurança Pública determina apuração e repressão imediatas aos crimes ocorridos no estado.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, determinou, nesta quinta-feira (3/1), à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal e ao Departamento Penitenciário Nacional que tomem todas as providências necessárias para auxiliar o estado do Ceará no combate aos atos de violência ocorridos ao longo do dia. A decisão visa dar apoio imediato ao estado, solicitado pelo governador Camilo Sobreira de Santana.

Os órgãos atuarão na investigação e repressão aos crimes registrados, incluindo a disponibilização de vagas no sistema penitenciário federal. O ministro Moro sugeriu ainda ao governo do estado a formação de um gabinete de crise, com a integração das forças policias federais e estaduais.

Além disso, a Força Nacional foi mobilizada para se deslocar ao estado em caso de deterioração da segurança.


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