Pedir um empréstimo bancário pode alavancar o seu negócio


De 2 alunos, hoje Josefina passou a ter 15 em cada uma das três turmas

Em 2018, o BNB liberou cerca de R$ 280 mi em Sergipe para microempreendedores

Ter o seu próprio negócio não é algo fácil e sem ajuda pode ser ainda mais. Sejam orientações de como gerenciar o seu negócio, mas sobretudo de como fazê-lo crescer. Hoje, diversos bancos oferecem opções de empréstimo para microempresários, porém, antes de pedir crédito é preciso analisar como esse valor será pago, qual a taxa de juros cobrada e saber como você irá investir esse crédito.

Josefina dos Santos sempre trabalhou com costura, mas para os outros em ateliês e em escolas de costura, mas ela sempre teve o sonho de ter o seu próprio negócio. Até que ela decidiu sair da escola onde trabalhava como instrutora de costura e começou a dar aulas em sua casa. Por ter apenas duas máquinas ela só podia dar aulas para dois alunos.

Josefina pegou crédito para alavancar sua escola de costura

“Foi aí que eu tive a ideia de me juntar com alguns amigos para pedir crédito no banco. Eu já tinha participado do Crediamigo quando eu morava em Maruim e sabia que além do crédito individual eles concediam para grupos. Na primeira vez, eu peguei cerca de 600 reais e, pagando certinho, o meu crédito foi aumentando  e tudo ia para a escola. Comprei material e máquinas e até tive que trocar de espaço porque o número de alunos aumentou muito”, comenta.

Hoje, Josefina tem turmas pela manhã, tarde e noite, cada uma com aproximadamente 15 alunos, e 19 máquinas em seu ateliê/escola. Segundo ela, um dos maiores benefícios que essa mudança de vida trouxe para ela foi a liberdade financeira e de poder fazer seu trabalho como costureira na hora que deseja, o que não tinha quando era funcionária de terceiros.

“Pra mim, essa foi uma mudança e uma ajuda muito grande. Eu me liberte daquela rotina de sair de casa todos os dias cansada para trabalhar para os outros. Hoje eu não tenho problema de depressão graças aos meus alunos”, comenta.

“Você precisa ter atitude. Você não pode ter medo porque se você tiver, você não vai fazer. A gente precisa ter força de vontade e pulso firme. Porque os nossos sonhos só se realizam se a gente colocar a mão na massa”

(Josefina dos Santos)

MICRO FINANÇA COMO UM AGENTE TRANFORMADOR

O CrediAmigo, do Banco do Nordeste, é o maior programa de microcrédito orientado da América do Sul porque oferece créditos a microempreendedores formais e informais. “O nosso agente de crédito vai até o local do estabelecimento e faz uma análise do perfil econômico, verifica o tipo de produto e preenche os dados do interessado. O crédito pode variar entre R$ 500 e R$ 15 mil. Mas além do crédito, esses microempresários recebem visitas e orientações sobre a melhor forma de investir esse recurso e de capacitação, até para que a atividade possa se desenvolver normalmente”, explica o gerente de negócios do CrediAmigo, Alysson Torres.

Ainda segundo Alysson, o microcrédito tem um papel fundamental na economia local porque até mesmo pessoas que não conseguem crédito por vias formais ou em outros bancos podem solicitá-lo junto ao Banco do Nordeste.

Alysson Torres, gerente de negócios do CrediAmigo

“A micro finança acaba tendo um papel de inclusão social e financeira. Inclusive, até a inadimplência é pequena. Sergipe terminou 2018 com a menor taxa de inadimplência do Nordeste nesse tipo de crédito. E uma das explicações para isso é o acompanhamento que fazemos, orientando os microempreendedores”, comenta.

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