Jovens são os mais afetados pelo desemprego e buscam oportunidades no e-commerce


As lojas virtuais são um caminho para os jovens que querem empreender

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego entre os jovens é o dobro dos números gerais

Segundo dados da PNAD Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego entre os jovens no Brasil chegou a 26,6% no último trimestre de 2018, mais que o dobro da taxa geral do país (11,6%). E é indo na contramão disso que muito jovens veem nas lojas virtuais uma forma de empreender e de se sustentarem.

Uma pesquisa realizada por uma plataforma para criação de lojas virtuais mostra que, no Brasil, mais de 30% desse tipo de loja são comandadas por empreendedores jovens, com idades entre 20 e 29 anos. Um segmento que contraria a crise econômica e vem crescendo nos últimos anos e movimentado bilhões de reais a cada ano.

Para Alfredo Soares, especialista em comércio eletrônico, é possível apostar no e-commerce sem correr grandes riscos. “Investir no comércio eletrônico é uma ótima oportunidade para as pessoas que estão desempregadas ou para quem deseja complementar a renda. Como o investimento inicial é baixo, o empreendedor pode começar o negócio com um pequeno estoque em casa, por exemplo”, explica.

Yasmin Christe abriu seu brechó online há seis meses

E foi justamente nas vendas online que Yasmin Christe, de 25 anos, apostou quando decidiu largar o emprego de assistente de uma das principais produtoras de moda do país. Há seis meses ela criou um brechó online e vende suas peças para todo o país.

“Eu trabalho com moda desde os 17 anos. Comecei como modelo, depois comecei a cursar moda. Até ano passado eu trabalhava com produção de moda. Eu sempre fui fã de brechós! Garimpo peças desde meados de 2008. Quando terminei um trabalho em uma das maiores empresas de moda do país, saí decidida a montar meu próprio negócio”, lembra.

DIFICULDADES E VANTAGENS

Assim como empreender em uma loja física, abrir uma loja online também requer capacitação, dedicação e planejamento. Para Yasmin, mesmo já tendo experiência com o ramo da moda, conhecer o mercado como empreendedora é mais complexo.

“A gente estuda o tempo inteiro sobre público, marketing, finanças, sobre o mercado de atuação e por aí vai! São muitas informações, e se você quer empreender de maneira responsável tem que estudar, se inteirar e se capacitar, o que nem sempre as pessoas fazem por não ser tão simples. Exige tempo e muita disposição”, comenta.

E-commerce oferece a vantagem de trabalhar de casa, mas exige dedicação

Por isso, antes de abrir o seu negócio Yasmin buscou informações e consultoria junto ao Sebrae. Ela lembra que levou um tempo para tomar coragem e colocar o seu projeto de e-commerce em prática, pois tinha medo de errar. Seis meses depois, Yasmin já consegue viver dele e não se vê trabalhando para outras pessoas.

“Empreender não tem fórmula mágica. É trabalho, estudo e muita dedicação, basicamente o que eu venho fazendo há seis meses e colhendo os frutos. Hoje eu não me vejo trabalhando para outras pessoas, eu aprendi que eu posso fazer meu próprio dinheiro. Os benefícios são muitos, ter a autonomia de trabalhar com algo que você ama e ser bem realizado com isso, é de um valor imensurável”, afirma.

REDES SOCIAIS COMO ALIADA

Uma das principais aliadas das lojas virtuais se encontra na própria internet: as redes sociais. É através delas que os empreendedores conseguem atrair possíveis clientes para seus sites e dar mais visibilidade para o seu público.

“Eu faço todo trabalho de prospecção de público voltado exatamente para o meu público-alvo, as divulgações sempre são feitas aonde eles estão nesse mundo digital. A rede social amplifica muito mais a visibilidade do negócio, é uma ferramenta essencial nos dias atuais. Através delas, eu consigo atender meu público que está espalhado em todas as regiões do Brasil, o que é maravilhoso”, explica.

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