MMT: o esporte da moda


Popularmente conhecido como crossfit, o número de espaços de prática (Box) na cidade tem aumentado

Uma atividade física que é uma mistura de diversas modalidades, como levantamento de peso olímpico, ginástica, corrida, e que ainda dá resultados mais rápidos e para alguns chega até a “viciar”, esse é o MMT (Mistura de Modalidade de Treinamento) popularmente conhecido como Crossfit. O CINFORM foi conhecer um pouco mais sobre o esporte da moda em Aracaju.

O coach Felipe Garcez explica do que se trata a modalidade de treinamento. “A sigla do MMT quer dizer Mistura na Modalidade de Treinamento, então, só pela sigla subtende que são várias modalidades juntas. Então tem o LPO, que é o levantando de peso olímpico, tem a ginástica que já são as argolas, calistelia, que utiliza o próprio peso corporal, tem a própria corrida dentro do programa de treino. Então são várias modalidades dentro do Box que é como chamamos o espaço do treino, que é a caixa. Então, dependendo da metodologia de cada professor, que é chamado coach, vai ter um tipo de treino na semana, no mês, no ano”, conta.

Porém, Felipe conta que o nome mais popular da modalidade é o Crossfit, marca mundialmente conhecida. “Crossfit é a marca e existe uma modalidade por trás, como por exemplo, o UFC Qual é a modalidade MMA? Eu posso dar uma aula de MMA na academia? Posso. Eu posso abrir uma academia UFC aqui? Não, a não ser que seja um filiado da UFC no Brasil e abra uma franquia. Então, Crossfit é uma marca, e a modalidade é MMT”, destaca.

O MMT, como todos os exercícios traz diversos benefícios à saúde do praticante, como explica o coach. “Como se trata de atividade física… em geral, traz os benefícios de uma atividade física: primeiro, deixar de lado o sedentarismo, por causa da ativação da musculatura de uma modalidade. Tem o trabalho de força de resistência, que trás o beneficio da composição corporal diminuída por conta do sobrepeso e obesidade, também se trabalha muito o sistema cardiovascular por conta da resistência do treino. E como [um] todo é o aumento da perspectiva de saúde e de vida”, diz.

Felipe Garcez explica que não há limite de idade para quem quer praticar o MMT, que beneficia desde crianças até a idosos. “Todo e qualquer aluno, se esse tiver uma limitação, seja articular, proveniente de algum problema no joelho ou na coluna, vai existir a rejeição como qualquer outra atividade. Se você chega no MMT com uma limitação, você vai trabalhar dentro de educativos que possibilitem você fazer aquele movimento seguro, se você não tem limitação, não se limite”.

O coach de MMT Felipe destaca que é necessário ter cuidado na hora de escolher o box para treinar e se deve procurar profissionais capacitados para evitar lesões no futuro. “O que eu me preocupo bastante é do ponto de vista motor, de movimento, por ser um exercício muito dinâmico, tem essa imagem que o MMT machuca, então, é interessante ter essa preocupação, porque realmente se você não tiver cuidado com sua turma, não tiver uns programas realmente bem elaborados e educativos para uma possível limitação ele pode, sim, ser lesivo”.

Felipe explica que os resultados do MMT são mais rápidos do que de algumas outras atividades física devido à disciplina. “Porque os exercícios são muito intensos, além do que você não vai ver um aluno em uma aula de Cross usando o celular, ou ficar assistindo novela. Existe a tarefa do dia, que tem tempo, então você tem que começar e terminar essa intensidade e, conseqüentemente dar uma resposta fisiológica… A composição corporal melhora, sua aptidão física melhora. O treino é em um bloco de uma hora, mas existe preparação que é o alongamento, depois vem o aquecimento, depois vem o momento técnico quando vai ser nomeado um exercício do dia para explicar como é que se faz o movimento com qualidade, para que não se machuque e aí vem o WOD (workout of the Day) que é a tarefa do dia, que pode ter protocolos de dez a vinte minutos”, destaca.

Praticantes

A estudante de direito Leticia Franco já faz há três meses Crossfit, e decidiu ir para esta modalidade pois estava cansada do dia a dia da academia. “Eu notei, principalmente, resistência, eu sinto que meu cárdio melhorou muito [assim como a] e força. A diferença que eu sinto de três meses de Cross é grande comparado com anos de musculação. O treino é mais intenso, a gente treina em conjunto, todo mundo anima. Você não fica na mesmice, todo treino é diferente, tem sempre alguém para incentivar”, explica.

O estudante Guilherme Nogueira começou o Crossfit há três meses e já está “viciado”. “Hoje em dia, dificilmente eu faço musculação, desde que eu vim para cá o ganho de força é muito mais rápido e eficiente, o aumento de massa magra, mas é preciso continuar com a musculação para associar o que é fortalecido lá para evitar lesões”, destaca.

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