Comissão do Senado aprova novo presidente do Banco Central


(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, por unanimidade, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). Os senadores também aprovaram as indicações de dois novos diretores do BC e de uma nova diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Todos os indicados foram aprovados por 26 votos a favor e nenhum contra. “Isso demonstra claramente a confiança de todos os senadores dessa comissão em relação ao trabalho que os senhores vão realizar”, disse o presidente da CAE, senador Omar Aziz (PSD-AM). Ao proclamar o resultado da votação, ele lembrou que a comissão convidará Campos Neto daqui a seis meses para debater a situação da economia brasileira.

Os nomes foram aprovados depois de uma sabatina que durou pouco mais de quatro horas. Agora eles precisam ser votados pelo Plenário do Senado. Além Campos Neto, foram sabatinados Bruno Serra Fernandes, indicado para a Diretoria de Política Monetária; João Manoel Pinho de Mello, para a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro, e Flávia Martins Sant’Anna Perlingeiro, para a Diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Autonomia para o Banco Central

Ao falar na sabatina da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Campos Neto disse que o objetivo da autonomia para o Banco Central é “aprimorar o arranjo institucional de política monetária para que ela dependa menos de pessoas e mais de regras, e para que estejamos alinhados à moderna literatura sobre o tema e aos melhores pares internacionais”, disse.

Em seu pronunciamento, Campos Neto defendeu ainda a inclusão financeira, com facilidade de acesso ao mercado a investidores e tomadores nacionais e estrangeiros, pequenos e grandes; precificação adequada, garantida por instrumentos de acesso competitivo aos mercados; transparência no processo de formação de preços e nas informações de mercado; e educação financeira, dando estímulo para a participação de todos no mercado e para a formação de poupança.

Segundo ele, é preciso promover avanço em programas de microcrédito e o estímulo ao cooperativismo. “O microcrédito permite o contato prático da população com conceitos financeiros”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

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