Por que é tão difícil voar para Aracaju?


Segundo a ABIH-SE, é mais barato viajar para Miami do que para Aracaju (Foto: Davi Costa)

Avianca anunciou que deixará de realizar voos entre Aracaju e Salvador

Na última terça-feira (26), a Avianca encaminhou uma nota à imprensa informando que, dando continuidade ao plano de recuperação judicial, a companhia aérea optou por diminuir o número de voos e aviões. Entre as rotas que serão descontinuadas a partir de abril está Aracaju-Salvador. Diminuindo ainda mais as opções de voos para a capital sergipana.

Hoje, segundo a Infraero, atual gestora do Aeroporto Internacional Santa Maria, apenas 10 partidas e 10 chegadas são realizadas no aeroporto diariamente. Número muito inferior a da vizinha Maceió (AL), por exemplo, que tem 18 decolagens e 19 chegadas diariamente.

“MAIS FÁCIL VIAJAR PARA MIAMI”

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Sergipe (ABIH-SE), Antônio Carlos Franco, a diminuição nas opções de voos para Aracaju tornará as passagens ainda mais caras. Segundo um levantamento feito pela Associação, é mais barato viajar de Brasília para Miami do que para a capital sergipana.

“A redução de voos é uma questão de mercado, a gente entende. Mas essa medida torna a passagem aérea mais cara e deixa o aeroporto com menos opções. Nós, semana retrasada, fizemos uma cotação. Era mais fácil para a pessoa ir de Brasília para Miami do que de Brasília para Aracaju, pela redução de voos”, comenta.

Antônio Carlos Franco acrescenta que a ABIH vem alertando as autoridades locais sobre essa problemática e que os governos estadual e municipal “como forças institucionais, podem visitar essas empresas aéreas e fazer parcerias boas, positivas para o Estado”.

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), o governo do já está em atrativas com as demais companhias aéreas que operam no aeroporto de Aracaju para que os passageiros não sejam prejudicados pela decisão da Avianca.

LEILÃO DO AEROPORTO

No último dia 15, o governo federal realizou o quinto leilão de concessão de aeroportos do Brasil e o primeiro do governo Bolsonaro. Três blocos de aeroportos, divididos por regiões, foram leiloados na B3, em São Paulo.

O Aeroporto Internacional Santa Maria ficou no grupo Nordeste e foi arrematado pelo grupo espanhol Aena Desarollo Internacional, que administrará o aeroporto pelos próximos 30 anos e deve realizar adequações e melhorias na estrutura do aeroporto já nos primeiros 180 dias de contrato.

A expectativa da Setur é que com a chegada do grupo espanhol, os investimentos proporcionem mais estrutura para os passageiros. “Nossa expectativa é positiva em relação a nova fase que o Aeroporto de Aracaju vai ser transformado proporcionado mais estrutura aos usuários, pois a empresa que passará a cuidar do aeroporto tem muita experiência no mercado”, comenta.

Já a companhia aérea Azul, acredita que as melhorias nos aeroportos da região possam proporcionar uma ampliação das operações e mais conforto e comodidade para os passageiros. “A expectativa da empresa é que esses equipamentos recebam as melhorias necessárias o mais rápido possível para garantir a ampliação das operações e aumento da capacidade nesses aeroportos e também proporcionar mais conforto e comodidade aos passageiros”, comenta.

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