Alunos e pesquisadores da UFS avaliam barragem de irrigação em Lagarto


A visita se desdobrou na produção de trabalhos acadêmicos, que constataram a conformidade da barragem com a legislação vigente, representando baixo risco em razão das ações de monitoramento continuamente realizadas

As condições estruturais e operacionais da barragem Dionísio Machado, em Lagarto, foram objeto de pesquisa em uma das disciplinas do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Universidade Federal de Sergipe – UFS. A estrutura pertence ao complexo do Perímetro Irrigado Piauí, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe – Cohidro no município, e garante a distribuição de água para irrigação em 421 lotes de agricultores familiares. A visita se desdobrou na produção de trabalhos acadêmicos, que constataram a conformidade da barragem com a legislação vigente, representando baixo risco em razão das ações de monitoramento continuamente realizadas.

A visita e outras atividades realizadas em sala de aula serviram para a avaliação das condições estruturais e dos perigos associados à operação da barragem de irrigação, segundo conta a prof. Dra. Rosemeri Melo (UFS). “O objetivo foi colocar em prática, junto ao alunado da disciplina ‘Sistemas de gestão e avaliação de impactos ambientais’, uma verificação operacional. Avaliar quais os aspectos e quais os condicionantes de riscos a serem evitados no processo de avaliação contínua para o gerenciamento do empreendimento, seguindo as diretrizes da Agência Nacional de Águas – ANA e da legislação estadual. A barragem opera em conformidade com a legislação vigente e apresenta baixo perigo, desde que as ações de monitoramento sejam continuadas”, avaliou.

No dia 14 de agosto, receberam o grupo da UFS no perímetro irrigado, o gerente Gildo Almeida e a estagiária da Gerência de Desenvolvimento Agrícola da Cohidro (Gedea), Karla Betyna. “A professora Rosemeri é minha orientadora de mestrado, na área de Monitoramento e Gestão Ambiental. Assim, a visita contribuiu para ter uma visão geral de como é a estruturação de uma barragem e entender a importância do monitoramento e da gestão desse instrumento de regulação”, considerou a engenheira ambiental. “Sempre recebemos estudantes e professores para visitar os lotes agrícolas do perímetro, e dessa vez, foi na barragem, fazendo uma pesquisa que avalia e pode contribuir para o nosso trabalho de gerenciamento”, considerou gerente do perímetro Piauí. 

Kisley Santos Oliveira é aluno do 8º período de Engenharia Ambiental e Sanitária. Segundo ele, a professora deu continuidade à atividade acadêmica após a visita. ”Ela pediu um relatório técnico com uma análise crítica sobre a situação, falando sobre o modo de operação, as condições de conservação física e de acesso à área da barragem; além e questões de resíduos sólidos e afluência. É uma área importante, pois a barragem serve para abastecer grande parte da população. O Intuito era avaliar, com o aprendizado do último semestre, quais impactos essa barragem poderia gerar tanto ao meio ambiente, quanto à sociedade”, disse o estudante, que considerou como proveitosa a experiência na barragem e o acompanhamento feito pelos técnicos da Cohidro. 

Cursando o 5° período do mesmo curso, Bárbara Costa afirma que foi possível compreender como se realiza uma vistoria técnica. “Entendemos, de modo geral, o funcionamento de uma barragem, uma vez que aprendemos quais são os seus principais elementos e suas respectivas funções: a importância da chuva para manter o nível de água na barragem; o funcionamento da captação de água para distribuição, principalmente para uma região que tem muitos períodos secos; os impactos gerados na região pela sua instalação; a determinação dos limites de uma Área de Proteção Permanente; entre outros. Isso tudo foi importante para o nosso aprendizado em relação à gestão e a avaliação dos impactos de uma barragem”, concluiu.

Foto: Ascom/Seagri

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