Prefeitura auxilia a conter mancha de óleo que atingiu o litoral aracajuano


Foto: André Moreira

Para minimizar os efeitos ambientais da mancha de óleo que atingiu o litoral nordestino no início de setembro e chegou à capital sergipana com maior intensidade nesta sexta-feira, 4, a Prefeitura de Aracaju enviou equipes de fiscalização ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) e técnicos da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) ao local, as quais estão monitorando a situação junto aos demais órgãos envolvidos na ação de mitigação dos danos causados por esse acidente.

De acordo com análise feita pela Petrobras, a substância densa, viscosa, de coloração preta e com capacidade de boiar na água é petróleo cru e não provem do Brasil, embora a origem ainda não tenha sido esclarecida. O prefeito Edvaldo Nogueira afirmou estar preocupado com a situação e determinou que a equipes da Prefeitura que se somem ao trabalho de contenção do petróleo para evitar maiores danos.

“Estou extremamente preocupado com estas manchas de óleo que chegaram com mais intensidade ao nosso litoral. Notificamos a Petrobras para que tome as medidas necessárias e recolha esse óleo. A Emsurb não pode fazer a limpeza porque em Sergipe não temos aterro para receber resíduos perigosos. Por isso, vamos dar suporte à Petrobras na coleta e a empresa fará o transporte do material para um aterro adequado. É necessário que tudo seja muito bem investigado e os causadores do vazamento sejam identificados. Muito triste ver isso acontecer com nossa natureza”, disse o prefeito.

A equipe de fiscalização ambiental da Sema está levantando, inicialmente, uma estimativa do dano, do impacto ambiental da situação, e verificando o que pode ser feito para mitigar o efeito do óleo, como informou o secretário municipal do Meio Ambiente, Alan Lemos.

“Disponibilizamos uma equipe nossa para o enfrentamento a essa situação e, quando houver a identificação dos principais causadores disso, faremos as punições que a lei requer de maneira rigorosa. Nesse momento, estamos coordenando todas as equipes da Prefeitura e dos demais órgãos, de modo a verificar quais medidas adotar para minimizar os efeitos desse desastre”, reforçou.

Dos nove estados nordestinos, oito foram atingidos pelo petróleo, sendo Sergipe o último deles. Segundo o técnico ambiental da Assessora Especial de Geoprocessamento da Sema, Júlio César Soares, a mancha começou a atingir o Nordeste em um sequência de estados e a suspeita é que algum navio tenha sofrido acidente ou fez lavagem de tanques no meio do oceano, fazendo com que o petróleo tenha pego a corrente oceânica que vem para o nordeste e trazido o óleo até a costa nordestina.

 “Vários órgãos em todo o Nordeste estão envolvidos para tentar apurar esse fato e para não só identificar o responsável como também mitigar os danos da forma mais rápida possível. Vemos que aqui, relacionado ao que já aconteceu nas outras praias do Nordeste, ela [a mancha] tem perdido força. Não é difícil conter, levando em consideração os órgãos que estão envolvidos, como a Petrobras, que já tem uma equipe específica para lidar com esse tipo de situação, mas os danos são grandes, principalmente para a vida marinha e precisamos sanar o mais rápido possível”, relatou o técnico da Sema.

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